sábado, 6 de janeiro de 2018

Esgotamento psicológico: quando a última gota enche o copo

O esgotamento psicológico nos enfraquece física e mentalmente. É uma dimensão que surge como resultado dos “muitos”: muitas decisões, muitos pensamentos invasivos, muito trabalho, muitas obrigações, muitas interrupções, muita ansiedade… Ao mesmo tempo, também é reflexo de muitos “poucos”: pouco tempo de qualidade para si mesmo, poucas horas de sono, pouca paz interior…

Todos já passamos por essa situação alguma vez na vida, esse desgaste em todos os níveis. É importante ter consciência de que um cérebro cansado, esgotado psicologicamente, trabalha e responde aos estímulos de outra maneira. Assim, e como um dado curioso, o neurocientista Matthew Walker conseguiu demonstrar a nível laboratorial que as pessoas mentalmente cansadas têm uma percepção mais negativa da sua realidade. Além disso, elas são muito mais sensíveis a nível emocional.

Às vezes você simplesmente se cansa, fica esgotado e sem forças nesse canto solitário do desânimo, onde tudo perde sua razão de ser, seu brilho, sua espontaneidade…

Por outro lado, um aspecto que às vezes nos leva a cometer erros é pensar que esse esgotamento psicológico se deve, em essência, a uma acumulação fatídica de erros, de más decisões, de fracassos ou decepções. Não é verdade. Na maior parte das vezes, o cansaço é o resultado direto de um volume excessivo de tarefas e atividades que assumimos sem perceber.

Todos nós já ouvimos aquela frase que diz que a percepção da nossa realidade depende às vezes de como enxergamos o copo, se meio cheio ou meio vazio. No entanto, e em relação a esse tema, poderíamos formular a pergunta de outro modo. E você, quanto de água você conseguiria aguentar se estivesse com esse copo na mão? Às vezes basta apenas uma gota a mais para encher o copo e chegar ao limite das nossas forças.

Esgotamento psicológico, um problema muito comum

Carlos se sente satisfeito com a sua vida. Na verdade, não poderia querer mais nada. Ele é designer gráfico, gosta do seu trabalho, tem uma companheira de quem gosta muito e, além disso, acaba de ser pai. Tudo ao seu redor é gratificante e não há nenhum problema importante na sua vida. No entanto, a cada dia que passa, ele percebe que está mais difícil tomar decisões, seu humor está mais errático, não consegue se concentrar e, inclusive, está com problemas para pegar no sono.

Ele se sente incapaz de entender o que está acontecendo. Tudo está bem, na verdade ele deveria se sentir mais feliz do que nunca. No entanto, há na sua mente um tipo de sensor que indica que “alguma coisa está errada”. Se tivéssemos um observador externo nessa história, ele poderia explicar várias coisas que seriam uma boa ajuda para o nosso protagonista.

Uma delas é que Carlos está com a sensação de que estão acontecendo muitas coisas ao mesmo tempo na sua vida: uma promoção no trabalho, novos projetos profissionais e clientes aos quais atender, um filho, uma hipoteca, a consolidação de uma fase pessoal na qual deseja (e exige) que tudo seja “perfeito”… Tudo isso forma uma constelação na qual “muitos poucos” fazem um “excesso” na sua cabeça, colocando em perigo a sua capacidade de controle. O esgotamento mental dele é evidente, além de desgastante. Vamos ver a seguir como a fadiga mental impacta a nossa vida.


Leia mais em: A mente é maravilhosa

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Psicologia Organizacional e do Trabalho - POT

Bom no meu dia a dia muitas pessoas me perguntam o que um psicólogo faz em uma empresa. Pois bem vamos lá: Um psicólogo quando está dentro de uma organização não significa que ele não está exercendo sua profissão, e sim que ele escolheu outra área de atuação dentre as dezenas que existem, e muitas vezes por falta de conhecimento ou por falta de espaço as pessoas não conhecem.

Algo irritante e comum também são perguntas do tipo você cuida dos loucos no trabalho? afs essa é uma das piores. Escolher essa área POT (Psicologia Organizacional e do Trabalho) é tentar ajudar as pessoas a enxergarem um lado humano de verdade no trabalho, por isso temos um papel diferenciado nas organizações, estamos ali no meio do "patrão" e do "empregado" sempre buscando harmonizar e equilibrar essa relação, me deixa enfurecida ver, ler ou ouvir pessoas comparando o Psicólogo com outros profissionais, nada contra porém cada uma teve uma preparação diferente para trabalhar.

Nós psicólogos organizacionais trabalhamos duro para conquistar nosso espaço no mundo corporativo, agarramos cada oportunidade já que muitas vezes nossos representantes de profissão também esquecem de nós, por isso digo sempre POT é para quem gosta, para quem tem sangue nos olhos e não tem medo longas jornadas de trabalho, trabalhamos diariamente para escrever uma trajetória de sucesso e conquistar espaço e garanto a todos já avançamos muito.

E para aqueles que ainda tem dúvidas sobre nossa atuação seguem algumas das nossas atividades "lá dentro" da empresa. Somos aquele profissional que cuidadosamente enxerga além das letras do seu currículo, aquela pessoa que entende que em uma situação de avaliação você não terá o rendimento esperado, aquela que enxerga mais potencial na pessoa do que ela própria e trabalha para desenvolve-la, aquela que quando você chega desesperada com a cabeça quente te orienta a pensar e te ouve e não se aproveita desse momento, aquela que treina, que olha nos olhos, que tem empatia, que cuida e acolhe quem está mais fragilizado, aquela que sabe através de técnicas onde é o melhor lugar para cada um, aquela que tenta todos os dias colocar Humanos nos Recursos e muitas outras coisas.. enfim poderia falar milhões de atividades e de forma complicada com palavras maravilhosas porém preciso ser clara e ser entendida por todos, assim quando eu disser sou Psicóloga e trabalho em uma empresa as pessoas irão saber o que é isso. 

Tatcher Guedes - Psicóloga Organizacional

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